Fim-de-semana e outras coisas - ou - Uma declaração para meus amigos
Se eu escrever como foi meu fim-de-semana, serei obrigada a revelar detalhes sórdidos e picantes de minha pitoresca vida. Então, contentem-se com: foi legal pra caramba e existem mil maneiras preparar Neston. Invente uma!! hahahahaha, brincadeira, brincadeira....
**********************************************************
Agora, falando sério (!!!!!!). Há tempos estou para escrever isso, e talvez eu devesse colocar no
Neurônio Descontrol também. Eu tenho esse blog desde novembro, e ele foi criado num momento de fossa. Eu precisava de uma válvula de escape, e minha amigaça
Tata me falava sempre "cria um blog seu"... Ela fez o lay-out cirílico e eu comecei oficialmente como blogueira pessoal. Antes disso, eu escrevia no Neurônio. E antes do ND, eu participava do fórum do delicioso
02 neurônio. Ou seja, há um tempo que tenho uma vida internética, apesar de só ter adquirido meu micro pessoal há duas semanas.
Nesse tempo, conheci muita gente através da Internet. O Neurônio Descontrol revolucionou minha vida, pois através dele conheci pessoas maravilhosas e fiz amigos que com certeza estarão sempre comigo. Meu blog me permitiu também conhecer muita gente MUITO legal, e através dele também fiz amigos. E nesse fim-de-semana, onde encontrei com muitos deles, parei para pensar no que uma amiga minha de anos me falou outro dia. Por pré-conceitos mesmo, ela me disse que é estranha essa coisa de conhecer pessoas pela Internet, e que isso parece coisa de gente carente que se disfarça atrás de uma tela de computador.
Antes de condenarem minha amiga, parem para pensar no seguinte: a população com acesso à Internet é minoria. Com acesso à Internet e que gosta de ler e escrever é mais minoria ainda. Mas a quantidade de pessoas com preconceitos é imensa. Compreensível quando vemos tantas historinhas de gente que se conhece em bate-papo e uma das partes se revela o Norman Bates. Mas o fato é que esse preconceito é baseado em historinhas, e todo preconceito é, em si, infundado.
A Internet nada mais é do que um reflexo do mundo "real". Aqui, atrás da tela do micro, no meu trabalho, ou aí, no seu círculo de amizades, há gente que finge ser o que não é, há gente imatura, há gente problemática, há gente legal, há gente inteligente, enfim, há todo o tipo de pessoas que você também encontra na Internet. Essa coisa de que na Internet as pessoas fingem me parece uma justificativa ridícula para esconder um preconceito. Porque minha vida inteira eu conheci gente posuda, e não necessariamente através de blog, link, e afins. Um dia a máscara cai, na Net ou não. E se eu vejo que a pessoa não é legal, eu me afasto, independente se a conheci num boteco ou no ICQ.
Ouço coisas do tipo "você não precisa conhecer ninguém pela Net porque você não é feia" ou "nossa, Ca, você tem amigos de Internet?". Tenho sim!!! Pessoas que me conheceram através de discussões, que leram meus textos e gostaram ou que eu li e gostei, pessoas que moram longe mas parece que estão sempre perto... Não se trata de precisar, porque precisar de amigos, de afeto, todos precisamos. A maneira como se conhece alguém pode ser um adendo para se contar histórias, mas me parece que algumas pessoas pensam que quem se conhece pela Internet já vem com um carimbo de procedência que condena ou determina que a pessoa é feia, carente e "pega ninguém". Quer coisa mais péssima que essa? As pessoas agora tem que vir com referência? Ah, é legal porque é amiga do amigo da prima... Bah, que besteira! A menina mais escrota que conheci na vida era amiga de uma amiga minha. Essa fulana aprontou com meio mundo, inclusive comigo, e fechou com chave de ouro aplicando o golpe do baú num gringo. A vida é dela, a periquita é dela e ela dá pra quem quiser, mas dar o golpe é triste.
E o mito de que Internet é coisa de gente carente? Ó, é mesmo?! E me responda: quem não tem algum tipo de carência hoje em dia???? Todos temos, por diversos motivos. Por que diabos carência parece um bicho de sete cabeças com caspa??? Eu não vejo problema em você sentir falta de coisas boas na sua vida, porque a carência, num limite aceitável, é isso: sentir falta de coisas boas. Me falaram também que quem usa a Net está à caça de sexo. ó!!!!! Jura?! E nas baladinhas da vida, o que você mais encontra não é gente à caça? E por isso você deixa de sair? Claro que não, porque o normal é você se afastar do que não gosta e se aproximar de pessoas que tenham um mínimo a ver com você. Quando estou em casa, o icq pisca o tempo todo com gente querendo conhecer gente. Quando me parece que o cara é idiota, eu só uso o maravilhoso botão "ignore user", exatamente como faço nas baladas, quando chega um imbecil babando e querendo dar abraço de pintada nos primeiros 5 segundos de pseudo-papo.
Resumindo: eu conheci MUITA gente através da Internet, principalmente do meu blog. Pessoas legais, outras nem tanto, mas é dos legais que quero falar. Sem links, porque são muitos, sem nomes, porque nem todos meus amigos off-blog lêem o que escrevo, mas deixo aqui, registrado por escrito, que TODOS os meus amigos, não importando como ou onde os conheci, são queridos, lindos e fofos. E quem não gosta do fato d'eu escrever aqui ou de ter amigos que conheci pela Net, só digo, educadamente: foda-se. Não existem amigos disso, ou daquilo. Existem amigos. Amizades mais intensas ou menos intensas, porque ninguém decretou que as afinidades e intensidade de amizades devem ser iguais. Mas são amizades. E ponto.